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| Foto: Divulgação |
Segundo portal Extra, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) cortou novamente a taxa básica de juros (Selic) de 5,5% para 5% ao ano — a taxa mais baixa da história. Haverá ainda mais uma reunião antes do fim do ano, e a projeção do mercado é que a Selic encerre o ano abaixo de 5%.
O mercado já estava esperando o corte porque a inflação está abaixo da meta do Banco Central de 4,25%, com uma margem de tolerância de 1,5 ponto percentual, de 2,75% a 5,75%.A inflação deve terminar o ano em 3,29%, segundo o boletim focus do BC.
— A atividade econômica está muito fraca. As taxas de juros estão sendo reduzidas para reanimar a economia e estimular o crédito. Por isso, o mercado espera novos cortes nos próximos meses — diz Daniel Linger, estrategista da plataforma RB Investimentos.
A taxa Selic remunera os títulos do Tesouro Selic emitidos pelo Tesouro Nacional e também a caderneta de poupança, que pela regra atual rende 70% da Selic quando ela está abaixo de 8,5% ao ano.
— Os juros vem caindo e o retorno nessas aplicações é cada vez menor. No entanto, ainda são boas opções para deixar na reserva de emergência, por menos de um ano — afirma Henrique Bousquat, estrategista da All Investimentos.
A caderneta de poupança só tem rentabilidade no aniversário a cada 30 dias e é isenta de imposto de renda. Já o Tesouro Selic rende todos os dias um percentual da taxa Selic, mas os rendimentos são tributados pelos imposto de renda: até seis meses de investimento, 22,5%; seis a 12 meses, 20%; entre um e dois anos, 17,5%; e mais de dois anos, 15%. Mas, mesmo com a tribitação, o título público tem rentabilidade maior que a poupança com a Selic a 5% ao ano, e mesmo a 4,5% ou 4% ao ano.
Custo de crédito também deve cair
A taxa básica de juros reduz o custo do crédito na economia. Até agora, o crédito que mais tem barateado com a queda dos juros é o imobiliário, mas o mercado espera a redução para outras modalidades de crédito pessoal para o ano que vem.
— O crédito imobiliário, por ter a garantia do imóvel, deixa os bancos mais confortáveis para baixar as taxas de juros, e o mercado de crédito imobiliário está bem competitivo. Mas as tendência é as taxas de juros cairem ao longo dos próximos meses para outras modalidades, como o consignado e o crédito pessoal — afirma Daniel Linger, estrategista da plataforma RB Investimentos.
Fonte: Extra


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